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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
isto não é pequeno. isto não é secundário.
(1930-2008)
não há quase nada que se consiga dizer.
mas ele disse-o melhor do que quase todos.
não há quase nada que se consiga dizer.
mas ele disse-o melhor do que quase todos.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
eu e eu (cortar/tirar/arrancar)
para r. p.
sim sim sim, tudo bem.
eu entendo isso tudo.
se por algum motivo me cortarem um dedo, eu vou dizer
"eu e o meu dedo."
se por algum motivo me cortarem um braço, eu vou dizer
"eu e o meu braço."
se pelo mesmo motivo me cortarem uma perna, eu vou dizer
"eu e a minha perna."
se me tirarem um rim, um pulmão, ou até mesmo o coração, para colocarem outro dentro de mim, eu vou dizer
"eu e o meu rim." ou
"eu e o meu pulmão." ou
"eu e o meu coração."
mas se me arrancarem a cabeça, o que é que eu vou dizer?
"eu e a minha cabeça." ou
"eu e o meu corpo."?
que direito tem a minha cabeça de se intitular "eu"?
sim sim sim, tudo bem.
eu entendo isso tudo.
se por algum motivo me cortarem um dedo, eu vou dizer
"eu e o meu dedo."
se por algum motivo me cortarem um braço, eu vou dizer
"eu e o meu braço."
se pelo mesmo motivo me cortarem uma perna, eu vou dizer
"eu e a minha perna."
se me tirarem um rim, um pulmão, ou até mesmo o coração, para colocarem outro dentro de mim, eu vou dizer
"eu e o meu rim." ou
"eu e o meu pulmão." ou
"eu e o meu coração."
mas se me arrancarem a cabeça, o que é que eu vou dizer?
"eu e a minha cabeça." ou
"eu e o meu corpo."?
que direito tem a minha cabeça de se intitular "eu"?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
esta janela não é minha #2

"19.
nada entre nós tem o nome da pressa.
conhecemo-nos assim, devagar, o cuidado
traçou os seus próprios labirintos. sobre a pele
é sempre a primeira vez que os gestos acontecem. porém,
se se abrir uma porta para o verão, vemos as mesmas coisas. entre nós
o tempo desenha-se assim, devagar.
daríamos sempre pelo mais pequeno engano."
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
daqueles que soçobram...
terça-feira, 7 de outubro de 2008
press play (isto também é sobre teatro)
"pausa. tirando sai, e outras assim curtas que pedem muito pouco, pausa é a didascália mais vulgar, mais impessoal e mais vazia (cheia de possibilidade, para um actor) da escrita teatral do nosso tempo. às vezes, é um fio de prumo num poço."
in
drama pessoal
(assim como assim, fernando, pausar não é parar. é interromper. ganhar força para continuar. quer dizer... eu, pelo menos, assim o espero... )
sábado, 4 de outubro de 2008
mãe, eu assim não aguento...
soube ontem que
(na era dos magalhães, do hd, da internet portátil, do aquecimento global, das low cost, dos aeroportos milionários, do tgv e dos escudos anti-missíl, na era da europa unida, das o.n.g., do pingo doce online, das galas da ficção nacional, do futebol multi-câmeras, dos meo e dos teo, do prós e contras e da sociedade civil, na era das águas com sabor a limão, melão e coirão, do liofilizado, da gellyjá, dos legumes ao vapor feitos no microondas, do tudo por quase nada, das igualdades, dos presidentes pretos e dos vices gajas, do euro-milhões, do mysapce, do youtube, do hi5 e dos gajos sem colhões, na era da liberalização do aborto, das drogas leves e do casamento entre homossexuais, na era de bruxelas, de haia e dos g8, na era em que a u.e. se confunde com o b.c.e., na era do viver por viver, do comer-beber-dançar-foder, dos telemoveis com canais de televisão, dos transplantes de tudo, do choque tecnológico, das transfusões, fusões, globalizações e privatizações, na era das sondas em marte, do turismo no espaço, das franshises, da ONU, do terrorismo nacional, internacional, global, ambiental, industrial e emocional, na era do já visto, do já feito, do luxo, do lixo e do excesso)
uma senhora de 90 anos foi encontrada em viana do castelo a viver num contentor.
(na era dos magalhães, do hd, da internet portátil, do aquecimento global, das low cost, dos aeroportos milionários, do tgv e dos escudos anti-missíl, na era da europa unida, das o.n.g., do pingo doce online, das galas da ficção nacional, do futebol multi-câmeras, dos meo e dos teo, do prós e contras e da sociedade civil, na era das águas com sabor a limão, melão e coirão, do liofilizado, da gellyjá, dos legumes ao vapor feitos no microondas, do tudo por quase nada, das igualdades, dos presidentes pretos e dos vices gajas, do euro-milhões, do mysapce, do youtube, do hi5 e dos gajos sem colhões, na era da liberalização do aborto, das drogas leves e do casamento entre homossexuais, na era de bruxelas, de haia e dos g8, na era em que a u.e. se confunde com o b.c.e., na era do viver por viver, do comer-beber-dançar-foder, dos telemoveis com canais de televisão, dos transplantes de tudo, do choque tecnológico, das transfusões, fusões, globalizações e privatizações, na era das sondas em marte, do turismo no espaço, das franshises, da ONU, do terrorismo nacional, internacional, global, ambiental, industrial e emocional, na era do já visto, do já feito, do luxo, do lixo e do excesso)
uma senhora de 90 anos foi encontrada em viana do castelo a viver num contentor.
sim, a senhora maria augusta tem 90 anos e viveu 20 anos dentro de um contentor .
porque depois de trabalhar durante 50 anos, a senhora maria augusta reformou-se a receber 15 euros por mês.
quando agora lhe disseram que ia receber uma casa, ela respondeu
«é como se me tivesse saído o totoloto».
sim, foi exactamente isto que ela respondeu
«é como se me tivesse saído o totoloto».
mais nada.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
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