
quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
mas isto diz mais sobre ti...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
the greek experience
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
punch & judy (com um sincero pedido de desculpas)
ela disse:o quê? mas eu quero estar... eu pensava que... não acredito... tu és um sacana!!
e ele disse:
eu sei eu sei... já me disseram isso cem vezes. mas isso não muda nada. é assim mesmo. falamos depois... sim, isso. falamos depois. agora quero dormir. por favor deixa-me dormir. dedica-te a outro. eu não mereço isso tudo. a sério. que te sirva de lição para o futuro.
(ninguém morreu nem ninguém matou nesta história)
sexta-feira, 18 de julho de 2008
"o mar enrola na areia..."
são só coisas (o valor real de tudo isso)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
a propósito de nada, um propósito
Variação 3
«Também há patos de aviário»
E: Também há patos de aviário.
G: Sim. Eu sei.
E: Que eles criam para a Páscoa e para o Dia de Acção de Graças.
G: Tu estás a confundir com perús.
E: Patos também.
G: Eles têm-nos? Em cativeiro?
E: Sim. Eles cortam-lhes as asas.
G: Ah...
E: Sim. O quê? Achas bem?
G: Os tempos mudaram.
E: Vandalismo… eles engordam-nos. São alimentados, pelos agricultores, com misturas especiais.
E também têm injecções especiais que lhes dão. Para os manter calminhos.
G: E não conseguem voar.
E: Não. Andam pela quinta o dia todo. Comem.
G: É-lhes permitido acasalar?
E: Isso não se sabe.
G: Ah?
E: Apenas alguns agricultores sabem isso.
G: Sim?
E: O acasalamento dos patos é um assunto privado entre o pato em questão e a sua parceira.
G: Sim?
E: É algo que muito poucos homens testemunharam…e aqueles que o alegam ter feito…
estranhamente preferem não falar no assunto.
G: Há coisas que é melhor não sabermos.
E: Se tu não sabes, nunca poderás ser forçado a contar.
G: Eles têm aqueles bicos para alguma coisa...
E: Tudo é para alguma coisa.
G: Bem verdade.
E: Tudo tem um propósito.
G: Verdade…
E: Tudo o que vive nesta terra abençoada…
G: Sim.
E: …tem um propósito.
G: Patos…
E: Glândulas do suor…
G: Sim.
E: Nós não suamos para nada, sabias?
G: Eu sei.
E: Tudo o que vive tem de suar.
G: Tudo tem um propósito.
(pausa)
O propópsito do suor não é, em si mesmo, muito claro.
E: Sim…
G: Mas… existe.
E: Até as coisas que nós, até este momento, não entendemos muito bem.
G: Claro como água.
E: A migraçãoo do pato para acasalar e descansar um pouco…
G: Propósito.
E: Suor…
G: Propósito.
E: Não há nada que consigas dizer que não tenha um propósito. Nem te dês ao trabalho de tentar.
Não percas tempo.
G: Não tenho pressa.
E: Tudo tem um propósito. O facto de estares, aqui e agora, sentado neste banco, tem um
propósito.
G: E assim sendo, por eliminação, também o banco.
E: A lei do universo é uma lei para si mesmo.
G: Sim. Sim.
E: E será impiedosa para com o homem que tentar brincar com ela.
G: Tu não consegues escapar com nada.
E: E se conseguisses, isso teria um propósito.
G: Ninguém sabe isso melhor do que eu.
E: …bem dito.
(em The Duck Variations de David Mamet)
terça-feira, 15 de julho de 2008
dez vezes outro

pequeno bilhete que ela encontrou ontem, caído na mesa da entrada, entre o telefone fixo e aquele pratinho azul que trouxeram de uma viagem à Madeira:
as casas dos outros são cidades estranhas. com outra língua e outro cheiro.
- posso pôr o casaco aqui?
(eu sei que posso pôr o casaco aqui, eu sei que o sítio onde ponho o casaco não importa para nada)
quando a seguir à porta da rua não vem logo a porta do quarto, vem o reconhecimento inicial
fotografias de outro tempo, a disposição de outras coisas, outros livros nas estantes
- nunca li este... é bom?
aqueles sofás mais ou menos confortáveis
- se quiseres fumar podes ir à varanda, eu vou só---
- posso pôr o casaco aqui?
(eu sei que posso pôr o casaco aqui, eu sei que o sítio onde ponho o casaco não importa para nada)
quando a seguir à porta da rua não vem logo a porta do quarto, vem o reconhecimento inicial
fotografias de outro tempo, a disposição de outras coisas, outros livros nas estantes
- nunca li este... é bom?
aqueles sofás mais ou menos confortáveis
- se quiseres fumar podes ir à varanda, eu vou só---
e depois o resto.
sim. o resto.
as outras texturas. as que só se descobrem assim.
sim. o resto.
as outras texturas. as que só se descobrem assim.
Quando acordamos lá na manhã seguinte (se acordamos lá na manhã seguinte) acordamos outra vez para um outro lugar. A luz do dia. a voz baça.
- bom dia. café?
(sim, café. sim a tudo. é esse o sítio onde estou agora)
- bom dia. café?
(sim, café. sim a tudo. é esse o sítio onde estou agora)
não sei porque te escrevo tudo isto. quer dizer, sei. mas os motivos interessam pouco. deixei de fazer perguntas, e como nunca dei respostas sinceras às perguntas dos outros tudo está onde é suposto estar.
assim como assim, quando me distraio, ainda sinto a tua falta.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
no one's gonna play the harp when you die
a minha avó sabia muito
o homem que tinha de ouvir tudo duas vezes

ela disse:
O que é que te falta? Não te falta nada. Tens tudo. E sejamos honestos. Nunca te esforçaste muito por nada. És razoavelmente bom no que fazes. Não ganhas mal. Tens saúde (és novo). Muitas ideias. Força para as concretizar. Uma família maravilhosa (é assim que se diz, não é?). Pessoas que te amam. E pessoas que só querem estar contigo pelo prazer que lhes dás. Intimidas e atrais (e isso funciona sempre bem). Tens uma beleza rara (e não, não quero dizer que és feio). És divertido. Inteligente. Articulado. Medianamente culto (dá muito jeito em conversas de café). Sabes ser intenso. Brutal até. O que é que te falta? Não te falta nada. O que é que te falta? Não, diz-me, o que é que te falta?
Não te falta nada.
Não te falta nada.
sábado, 12 de julho de 2008
bejahen #2
sexta-feira, 11 de julho de 2008
"o passado é um país estrangeiro" L.P. Hartley

"lembras-te de mim?"
em regra lembro-me mal porque qualquer coisa em todo o meu corpo se recusa a aceitar a injustiça da vida, o exercício saudoso de épocas que deixaram de ser, a recapitulação melancólica da memória.
quantos anos tenho? dá-me ideia que poucos, acabei de nascer.
nunca perguntei a ninguém
"lembras-te de mim?"
porque sou outro sempre. lembrarem-se de quê?
nunca coleccionei nada a não ser coisas impossíveis, passei os dias a procurar maçanetas em paredes sem porta.
o segredo é partir para isto sem ideias, sem planos.
deixar vir.
quantos anos tenho? dá-me ideia que poucos, acabei de nascer.
nunca perguntei a ninguém
"lembras-te de mim?"
porque sou outro sempre. lembrarem-se de quê?
nunca coleccionei nada a não ser coisas impossíveis, passei os dias a procurar maçanetas em paredes sem porta.
o segredo é partir para isto sem ideias, sem planos.
deixar vir.
---A.L.A.---
sinto-me livre.
estupidamente livre.
não me cerquem de defuntos.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
a nossa língua
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
moi aussi, marianne.
bejahen #1
os loucos

Os loucos, não os quero ver. Não tenho nada a ver com eles. Ponham-nos num mundo à parte, para que não nos venham chatear, com médicos se quiserem mas só para eles, um mundo fechado, bem murado, bem hermético, um outro mundo – que a gente os possa esquecer. É exactamente o que pretende fazer o asilo, é a esse desejo que ele responde: constituir um outro mundo estanque aonde a loucura fique isolada. No exterior, no mundo normal, apenas a razão, apenas o bom senso – no asilo, nada de sensato. O asilo purga, decanta, purifica, recolhe entre os seus muros toda a loucura do mundo. As grades do asilo separam, demarcam: lá fora o normal, no interior o patológico. Hoje já se suspeita que uma distinção tão marcada deve ter por vezes alguma coisa de abusivo, que nem tudo é assim tão certo nas pessoas “do exterior”, e que os que estão “dentro” talvez nem sempre sejam completamente malucos, que talvez haja, como dizem os americanos, que não se preocupam tanto com os conceitos, “partes sãs na sua personalidade”. É provável que essa dúvida sempre tenha existido, mas o homem tem necessidade de certezas, sentimo-nos melhor quando as coisas são nítidas. Por isso o sistema asilar não regateou despesas, e a psiquiatria entregou-se entusiasmada à tarefa de fabricar sintomas e de provar que se um tipo está internado é porque realmente não regula bem.
sábado, 5 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
to the girl that cries for no reason (last warning)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
the path of least resistance (gone fishing)
"i told you. you know nothing about wickedness..."
o sentido contrário
to sheila (1998-2008)

Twilight fades Through blistered Avalon
The sky's cruel torch On aching autobahn
Into the uncertain divine
We scream into the last divine
You make me real
Strong as I feel
You make me real
Sheila rides On crashing nightengale
Intake eyes Leave passing vapor trails
With blushing brilliance alive
Because it's time to arrive
You make me real
Strong as I feel
You make me
Lately, I just can't seem to believe
Discard my friends to change the scenery
It meant the world to hold a bruising faith
But now it's just a matter of grace
A summer storm Graces all of me
Highway warm Sing silent poetry
And I could bring you the light
And take you home into the night
Into the uncertain divine
We scream into the last divine
You make me real
Strong as I feel
You make me real
Sheila rides On crashing nightengale
Intake eyes Leave passing vapor trails
With blushing brilliance alive
Because it's time to arrive
You make me real
Strong as I feel
You make me
Lately, I just can't seem to believe
Discard my friends to change the scenery
It meant the world to hold a bruising faith
But now it's just a matter of grace
A summer storm Graces all of me
Highway warm Sing silent poetry
And I could bring you the light
And take you home into the night
Um beijo, amor.
E até já.
terça-feira, 24 de junho de 2008
das pequenas coisas secundárias
dedicado a H.
as catástrofes diárias
a contagem das vítimas
o polícia de bigode
o cão do vizinho
as frieiras das crianças
os actos súbitos
os hálitos
os invólucros meio abertos
as videiras
os figos amarelos e azulados
as vespas
as insígnias da presença
as mãos cheias
a roupa escura da cama
as ruínas das igrejas bizantinas
o fedor
os pedaços de pele
os mitos
a comparação
o direito de estar vivo
o desejo de morrer
as hélices
a ausência
os recantos
o tique-taque malígno
as designações originais
o brilho renovado
o prodígio
a retenção dos momentos
o voltar para casa
o simplesmente voltar para casa
o jardim
o regresso
o cinzento
o abandonar
as pêras grandes
o chão
o êxtase
a duração
o dizer
a morada permanente
os hábitos
a prática
os passos
a mesa de café
o comer
o ócio
o lazer
a aventura
a antipatia
as regras
os serviços
os parágrafos
o parágrafo
o esforço
os jogos
os urinóis
a forma
a vibração
a neve
o impulso
as feridas
a ferida
as palavras
a ladainha
os pardais
a sintonia
os crentes
os dias
o paciente
os fieis
o propósito
a atenção
os cabelos
as pontas dos cabelos
a presença
o afecto
os seres vivos
os grandes vultos
o sobre-humano
a alunagem
as descobertas
os pontos
o comum
a origem
o centro do mundo
o lugar que se ocupa
o insignificante
o não valer a pena falar
o registo
as marcas
a face rígida
os peitos vazios
o imperioso
o exercício
o caro
a extinção
o arrepio
as portas
as portas fechadas
a maçã
a linha de coser
os números
o primeiro
o antes
o termo
os lados
as ancas
a respiração na respiração
a cor vermelha
os loucos
as tuas cicatrizes
o impossível de encontrar
os firmes
o sussurro
a melopeia
o único
a noite
o som
os olhos claros
os dentes
a pele bem esticada dos lábios
o desenho
o macio
o queixo sempre liso
os dedos
o nunca lá estar
os corpos
o fazer doer
a parede do quarto
a luz da lanterna
as sombras
o trato
as pequenas coisas secundárias
o régio
os circunspectos
o cabide
o capuz azul
o "tamanho infantil"
a outra cidade
o casaco de camurça
o avassalar
os escritórios
o elemento
os ruídos
o sinal do regresso
o mergulho
o descendente
as filas de estranhos
a visão
o verbo especial
a culpa
o agravo
a indulgência
os defeitos
os desmandos
os punhos no peito
o triunfo
o lugar certo
a selva da casa
os efeitos
a colher
as toalhas
a cadeira de verga
as caves
os expatriados
os mapas sem nomes
o não saber
os postais ilustrados com nenúfares
o traçado da auto-estrada
os avós
a erva
os restos enferrujados
os dialectos
o custo
o leite
as manchas de bolor
a medula
as foices
a madrugada
a saída
as doenças
a despedida
as fendas
as pernas brancas
o verme
a fronteira
o saber
os recolhidos
a amplitude
o escoar
a espessura
o sentido contrário
as margens
a nuvem
o indício
as praças
a peregrinação laica
o intervalo
as cores dos semáforos
o estremecimento
o asfalto
os vinte anos
os anos vinte
os pés
o erro
a arma
os sulcos
o triângulo de relva
a cor do barro
os subúrbios
os próximos
o cismar habitual
o lugar do falatório
o explícito
as vozes
o chegar
o ranger
os restaurantes fechados
os muros
o desejar por certo
os peregrinos
as romarias
o exuberante
a bagagem
as estações
o roscar uma lâmpada
as pedras
o executar
os tumultos
as idades
o dispêndio
as corridas de resistência
as têmporas
as teias de aranha
o recuar da cadeira
o relance dos olhos
a impressão dos gatos
o espaço descritível
as descrições que se seguem
o desprendimento
a carga impressionante
a graça
os timbres mais adequados
o compasso
os ingredientes
o brando
o antiquíssimo
o que falta
o transitório
as lágrimas
os reunidos
os articulados
a prece.
a contagem das vítimas
o polícia de bigode
o cão do vizinho
as frieiras das crianças
os actos súbitos
os hálitos
os invólucros meio abertos
as videiras
os figos amarelos e azulados
as vespas
as insígnias da presença
as mãos cheias
a roupa escura da cama
as ruínas das igrejas bizantinas
o fedor
os pedaços de pele
os mitos
a comparação
o direito de estar vivo
o desejo de morrer
as hélices
a ausência
os recantos
o tique-taque malígno
as designações originais
o brilho renovado
o prodígio
a retenção dos momentos
o voltar para casa
o simplesmente voltar para casa
o jardim
o regresso
o cinzento
o abandonar
as pêras grandes
o chão
o êxtase
a duração
o dizer
a morada permanente
os hábitos
a prática
os passos
a mesa de café
o comer
o ócio
o lazer
a aventura
a antipatia
as regras
os serviços
os parágrafos
o parágrafo
o esforço
os jogos
os urinóis
a forma
a vibração
a neve
o impulso
as feridas
a ferida
as palavras
a ladainha
os pardais
a sintonia
os crentes
os dias
o paciente
os fieis
o propósito
a atenção
os cabelos
as pontas dos cabelos
a presença
o afecto
os seres vivos
os grandes vultos
o sobre-humano
a alunagem
as descobertas
os pontos
o comum
a origem
o centro do mundo
o lugar que se ocupa
o insignificante
o não valer a pena falar
o registo
as marcas
a face rígida
os peitos vazios
o imperioso
o exercício
o caro
a extinção
o arrepio
as portas
as portas fechadas
a maçã
a linha de coser
os números
o primeiro
o antes
o termo
os lados
as ancas
a respiração na respiração
a cor vermelha
os loucos
as tuas cicatrizes
o impossível de encontrar
os firmes
o sussurro
a melopeia
o único
a noite
o som
os olhos claros
os dentes
a pele bem esticada dos lábios
o desenho
o macio
o queixo sempre liso
os dedos
o nunca lá estar
os corpos
o fazer doer
a parede do quarto
a luz da lanterna
as sombras
o trato
as pequenas coisas secundárias
o régio
os circunspectos
o cabide
o capuz azul
o "tamanho infantil"
a outra cidade
o casaco de camurça
o avassalar
os escritórios
o elemento
os ruídos
o sinal do regresso
o mergulho
o descendente
as filas de estranhos
a visão
o verbo especial
a culpa
o agravo
a indulgência
os defeitos
os desmandos
os punhos no peito
o triunfo
o lugar certo
a selva da casa
os efeitos
a colher
as toalhas
a cadeira de verga
as caves
os expatriados
os mapas sem nomes
o não saber
os postais ilustrados com nenúfares
o traçado da auto-estrada
os avós
a erva
os restos enferrujados
os dialectos
o custo
o leite
as manchas de bolor
a medula
as foices
a madrugada
a saída
as doenças
a despedida
as fendas
as pernas brancas
o verme
a fronteira
o saber
os recolhidos
a amplitude
o escoar
a espessura
o sentido contrário
as margens
a nuvem
o indício
as praças
a peregrinação laica
o intervalo
as cores dos semáforos
o estremecimento
o asfalto
os vinte anos
os anos vinte
os pés
o erro
a arma
os sulcos
o triângulo de relva
a cor do barro
os subúrbios
os próximos
o cismar habitual
o lugar do falatório
o explícito
as vozes
o chegar
o ranger
os restaurantes fechados
os muros
o desejar por certo
os peregrinos
as romarias
o exuberante
a bagagem
as estações
o roscar uma lâmpada
as pedras
o executar
os tumultos
as idades
o dispêndio
as corridas de resistência
as têmporas
as teias de aranha
o recuar da cadeira
o relance dos olhos
a impressão dos gatos
o espaço descritível
as descrições que se seguem
o desprendimento
a carga impressionante
a graça
os timbres mais adequados
o compasso
os ingredientes
o brando
o antiquíssimo
o que falta
o transitório
as lágrimas
os reunidos
os articulados
a prece.
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