domingo, 8 de fevereiro de 2009

next time...


girl, if i sound like a wrecking ball, maybe it's because i am one.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

pequenas coisas que enervam muito #7

  • estar no segundo errado de uma história com dois segundos

sábado, 31 de janeiro de 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

o desejo é construtivismo

barcelona 08



"se fores apanhado nos sonhos dos outros, estás feito."

Gilles Deleuze


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

der himmel über berlin (1985)



realização:
wim wenders
argumento:
peter handke
richard reitinger
wim wenders
fotografia:
henri halekan
montagem:
peter przygodda
música:
jurgen knieper
com:
bruno ganz
solveig dommartin
otto sander
curt bois
peter falk
e
nick cave

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"she tied you to her kitchen chair. she broke your throne and she cut your hair."


and then he said:
well baby I've been here before...
i've seen this room and i've walked this floor.
i used to live alone before I knew ya...


domingo, 18 de janeiro de 2009

tecnicalidades: sobre os sons

bem...
para os menos avisados, aí ao lado,
nas etiquetas ,
há um sítio que diz "quero ver só".
no "quero ver só"
há um sítio que diz "os sons".
n' "os sons", normalmente por baixo de fotos, ou textos,
links.
esses links dão acesso a músicas.

músicas colocadas por mim, de autores que gosto, que descubro, que não me largam, que acho que têm a ver com um determinado momento, mas, sobretudo, que quero partilhar.


aproveitem já esta oportunidade fantástica para fazer uma colectânea de interesse duvidoso (e com o gosto absolutamente pessoal de um completo estranho) para oferecer aos vossos amigos.

inteiramente grátis!

aposto que estão a pensar:
"que pena o natal já ter passado..."

pois é, pois é... mas mais natais virão.
("mas mais natais" soa estranho...)


atentamente,
a gerência





este
post irá desaparecer dentro de 7 dias

sábado, 17 de janeiro de 2009

é do dylan thomas. é do bob dylan.





meu deus, que feliz que eu sou por não ser eu.






quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

vamos mas é ter calma...

sim, ok, eu estou a perceber. tu disseste-lhe. porque tinhas de o dizer, claro...
mas e ela? disse o quê?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ela disse: tu és como uma quarta-feira.




e logo a seguir:
quando estou contigo, não sinto a falta de nada.

(ela tinha passado pelo suficiente para poder dizer estas coisas assim, com esta propriedade de quem sabe)








e ele disse:
"eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa de televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo do teu

e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender por que é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te podia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar por que é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e esquecer-me de quem sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e
de alguma maneira
de alguma maneira
de alguma maneira transmitir algum do
esmagador,
irresistível,
abrangente,
preenchedor,
desafiante
e contínuo amor que tenho
por ti."


in
"falta"
de sarah kane

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

repulsion (1965)


realização:
roman polanski
argumento:
roman polanski
gérard brach
david stone
fotografia:
gilbert taylor
montagem:
alastair mcintyre
música:
chico hamilton
gábor szabó
com:
catherine deneuve
ian hendry
john fraser
yvonne furneaux
patrick wymark
renee houston
valerie taylor
james villiers
helen fraser

a olhar para trás

ela disse:
Não é um vício, é uma vingança.
Às vezes acordo a meio da noite e não sei se estou sozinha. A cama não é muito grande. Acordo à procura do corpo que faz falta e só encontro o meu (esse está a mais...). Tenho imagens. Pedaços de qualquer coisa. Duas mãos (tenho saudades das mãos dele) agarram-me as coxas e sinto um hálito quente entre as pernas. Um barulho.
Há muito tempo que é assim.
Começo a pensar nele, e acabo sempre a pensar em mim.

a olhar para a frente

e ele disse:
quando a casa começou a arder, a única coisa que valia a pena salvar era o fogo.


mas ela não ouviu.

as coisas que o meu frigorífico diz #13

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

das trutas e dos trutos


y ella dijo:
te quiero mucho. como la trucha quiere el trucho.

e ele primeiro não entendeu. depois riu-se. e depois disse:
eu também.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ó minha senhora...

há uns dias, num país que não o meu (o que é que isso quer dizer ao certo?), uma senhora (devia ter perto de 80 anos a senhora) com um sorriso imenso parou-me no meio da rua (apesar da noite, do frio e do caos feito de gente) e disse-me:

"deus te abençoe."

eu não tive tempo para lhe responder, minha senhora (até porque precisei de tradução para o que disse) e não sou propriamente um homem de fé (que mentira...) mas obrigado e igualmente, minha senhora.
obrigado.
e igualmente.

as coisas que o meu frigorífico diz #11

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

quiero

the station agent (2003)



realização:
thomas mccarthy
argumento:
thomas maccarthy
fotografia:
oliver bokelberg
montagem:
tom mcardle
música:
stephen trask
com:
peter dinklage
bobby cannavale
patricia clarkson
raven goodwin
michelle williams

ouve, tu vais gostar deste filme porque tu entras neste filme






EM CONSTRUÇÃO







Narrator:
(So apropos: Saw death on a sunny snow)

Him:
For every life...

Her:
Forgoe the parable.

Him:
Seek the light.

Her:
...My knees are cold.

(Running home, running home, running home, running home...)

Her:
Go find another lover; To bring a... to string along!

With all your lies, You're still very lovable.



(I toured the light; so many foreign roads for Emma, forever ago.)





sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

isto não é pequeno. isto não é secundário.

harold pinter
(1930-2008)


não há quase nada que se consiga dizer.
mas ele disse-o melhor do que quase todos.

sábado, 20 de dezembro de 2008

pequenas coisas que enervam muito #6

  • pessoas que acham que estar triste é o mesmo que estar doente.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

sorry, girl, but there's no "i" in "threesome"


and i'm all for it.

(e isto é o mesmo que dizer "fim")

il deserto rosso (1964)



realizacão:
michelangelo antonioni
argumento:
michelangelo antonioni
tonino guerra
fotografia:
carlo di palma
edição:
eraldo da roma
música:
giovanni fusco
com:
monica vitti
richard harris
carlo chionetti
xenia valderi
rita renoir
aldo groti

l'emploi du temps (2001)


realização:
laurent cantet
argumento:
robin campillo
laurent cantet
fotografia:
pierre milon
edição:
robin campillo
stephanie leger
música:
jocelyn pook
com:
aurélien recoing
karin viard
serge livrozet
jean-pierre mangeot
monique mangeot
nicolas kalsch
marie cantet
félix cantet

sub. trair.

suponhamos que existe um homem sentado numa cadeira e suponhamos que podes vê-lo. má postura, fantasias recorrentes com mulheres feias. suponhamos que este tipo ignorante tem uma ideia: mostrar a beleza de um objecto que foi abandonado. uma nota, uma fotografia. digamos que se pudesse e não fosse o cobarde que é, gostaria de pôr tudo numa peça de teatro e comover as pessoas até às lágrimas. suponhamos, só suponhamos que o conta à pessoa errada. um amigo... não, uma mulher. e ela rouba-lhe a ideia, e recolhe coisas esquecidas e faz uma bonita peça de teatro e muda a vida das pessoas que a vêem. e ele não volta a ter ideias senão uma nostalgia doentia pelas coisas que devia encontrar e que não encontrou.
e um dia encontra a mulher no caminho e diz-lhe:
a minha vida teria tido sentido encontrando coisas abandonadas, mas tu encontraste-me a mim e encontraste uma ideia.

alberto villarreal

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

as coisas que o meu frigorífico diz #10


eu e eu (cortar/tirar/arrancar)

para r. p.

sim sim sim, tudo bem.
eu entendo isso tudo.
se por algum motivo me cortarem um dedo, eu vou dizer
"eu e o meu dedo."
se por algum motivo me cortarem um braço, eu vou dizer
"eu e o meu braço."
se pelo mesmo motivo me cortarem uma perna, eu vou dizer
"eu e a minha perna."
se me tirarem um rim, um pulmão, ou até mesmo o coração, para colocarem outro dentro de mim, eu vou dizer
"eu e o meu rim." ou
"eu e o meu pulmão." ou
"eu e o meu coração."

mas se me arrancarem a cabeça, o que é que eu vou dizer?
"eu e a minha cabeça." ou
"eu e o meu corpo."?

que direito tem a minha cabeça de se intitular "eu"?

you should be on My Space. you should be in my life.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

do you really wanna play that game?


(i'll probably won't go down in history.
but i will go down on your sister.)

e os pássaros?



terça-feira, 25 de novembro de 2008

stalker (1979)


realização:
andrei tarkovski
argumento:
adaptação do romance the roadside picnic
pelos próprios autores arkadi e boris strugatsky
com a colaboração de tarkovski
fotografia:
aleksandr knyazhinsky
georgi reberg
leonid kalashnikov
edição:
lyudmila feiginova
música:
eduard artemyev
com:
aleksandr kaidanovsky
alisa frejndlikh
anatoli solonitsyn
nikolai grinko
natasha abramova
faime jurno

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

pequenas coisas que enervam muito #5

  • o pedro granger (não é uma coisa mas é baixinho e enerva-me o suficiente, por isso acho que se qualifica...).

as coisas que o meu frigorífico diz #7

evil dead 2 (1987)


realização:
sam raimi
argumento:
sam raimi
scott spiegel
com:
bruce campbell (!!!)
e os outros

esta janela não é minha #2


"19.
nada entre nós tem o nome da pressa.
conhecemo-nos assim, devagar, o cuidado
traçou os seus próprios labirintos. sobre a pele
é sempre a primeira vez que os gestos acontecem. porém,
se se abrir uma porta para o verão, vemos as mesmas coisas. entre nós
o tempo desenha-se assim, devagar.
daríamos sempre pelo mais pequeno engano."


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

the big sleep (1946)


realização:
howard hawks
argumento:
william faulkner
leigh brackett
jules furthman
a partir do romance homónimo de raymond chandler
fotografia:
sidney hickox
edicão:
christian nyby
música:
max steiner
com:
humphrey bogart
lauren bacall
john ridgely
peggy knudsen
martha vickers
regis toomey
dorothy malone

buffalo '66 (1998)


realização:
vincent gallo
argumento:
vincent gallo
alison bagnall
fotografia:
lance acord
edição:
curtiss clayton
música:
vincent gallo
com:
vincent gallo
christina ricci
ben gazzara
mickey rourke
rosanna arquette
jan-michael vincent
anjelica huston

you, me & absolut


he said:
this is random.
i have weird memories of you.
(wearing long red socks and red shoes... with a devil may care attitude...)

and she said:
this is common versus common.
i have weird memories of you too.
(pissing in a sink, I think... with curious eyes and a sugar tongue...)

we're on a good mixture. let's not waste it.


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

gerry (2002)


realização:
gus van sant
argumento:
casey affleck
matt damon
gus van sant
fotografia:
harris savides
edição:
casey affleck
matt damon
gus van sant
música:
arvo part
com:
casey affleck
matt damon

oh, my sweet sweet dancing nancy

1985


podia ter sido outro qualquer que não eu.

domingo, 9 de novembro de 2008

da casa e do cheiro dos livros




ele disse:
guarda tu isto
agora que me perderam para sempre – o tempo, as palavras, a verdade (e a falta dela), as camas desfeitas pela noite e pela manhã.
guarda-me sem pressa, como nunca souberam.
e protege-me de todos os invernos – dos caminhos de lama e das vozes mais frias (eu farei o mesmo quando descobrir como).
afaga-me as feridas com as mãos
e os lábios para que nunca mais sangrem
mesmo que sangrem de novo.
não deixes nunca que me ouça sozinho no que digo antes de adormecer.
ajuda-me a distinguir o que digo por capricho,
por vaidade ou conhecendo o efeito de antemão,
das coisa que digo num impulso,
com o coração na boca.
e espera sempre que seja eu a abraçar-te,
ainda que nunca te tenha dito o que queria.

acorda mais cedo.
e nunca me peças nada de manhã – as manhãs pertence-me. deixa-me regar os vasos da varanda e sai.
atravessa a rua enquanto ainda houver sol.
e assim haverá sempre sol
e para sempre me terás,
como para sempre me perderam por assim não o terem feito.



(manipulação de um texto de maria do rosário pedreira)